episódio # 41 – deleite (em: filosofias baratas)
isso foi em 14.Nov.07 e 3 comentaram
Por que eu viro refém do meu MSN?
Atualmente fiz uma limpeza nos meus contatos do Live Messenger, o brinquedinho da Microsoft que ninguém mais sabe viver sem. Acho que é normal, todo mundo deve fazer esse tipo de coisa periodicamente certo? Bem… à s vezes não. Tem gente que deixa as listas de contato abarrotadas mesmo e nem chega a ser para esbanjar, simplesmente não afeta em nada (e acaba não afetando mesmo). Eu confesso que queria ser uma dessas pessoas, mas tenho mania de organização, e dentre outros problemas neurológicos a mania de manter os contatos sempre limpos e minimalistas.
Basta abrir a janela do programa e triscar o dedo do delete para nos depararmos de cara com um exemplo clássico do embate de relacionamentos hipócritas: eu devo ou não devo deletar aquele contato com quem nunca mantive… contato?
A resposta parece simples mas nunca é. E o fato é que ninguém gosta de ser posto de lado, por mais distante que possa ser a relação. No final das contas ser deletado significa isso: que você foi posto de lado no critério organizacional de um individuo. Isso acaba afetando as pessoas de diferentes formas, como eu disse tem gente que liga muito pouco pra seus contatos msn-ênicos e não esta nem ai pra quem é ou deixa de ser. Mas isso é minoria, pois o pensamento que permeia é o de que ser deletado significa uma ofensa a ser levada inclusive para a vida real.
Por exemplo, se eu quero deletar alguém que conheço na vida real, e essa pessoa acaba descobrindo, como será que ela vai reagir? Vai brincar com o fato, ficar neutra ou emburrada? Seguir suas simples vontades virtuais acaba virando um jogo de azar com seus relacionamentos reais… a troco de que eu pergunto? Existe um grande pacto silencioso em todos os sentidos nessa história, por isso digo que é hipocrisia ficar chateado qdo alguém que vc nunca conversa te exclui. As pessoas em geral não gostam da confirmação de que perderam um contato – uma “amizade” por assim dizer.
Esse fenômeno se agravou com a cultura do Orkut, onde o que mais se presa na vida são os pseudo-relacionamentos. Aliás as pessoas hoje em dia tem táticas de vigiar os outros pela dupla MSN+Orkut que me assustam! Como eu já cago e ando pro Orkut, acho que acabo sofrendo um pouco menos a censura que já estou sujeito com essas minhas limpezas periódicas.
Vamos ser mais ocupados com coisas úteis ao invés de se prender em besteiras como número de contatos. Para mim, ser deletado por alguém (inclusive por alguém que eu conheço) com quem nunca se fala digitalmente não significa absolutamente nada, e ainda grifo a palavra mesmo. É espero que as pessoas se sintam da mesma forma do outro lado qdo se trata de mim.
Esse ano esta sendo muito produtivo no quesito “realizações materiais”, acabei de alcançar mais um comprando minha primeira câmera digital! Sim, ela é vagabunda e eu tive que reunir os restos mortais do minha última bolsa estágio para comprar… mas quem liga? Estou muito feliz com o fato. Como planejava, assim que tivesse uma câmera eu criaria um Flickr, então ai esta meu mais novo xodó: flickr.com/photos/digcosta. Agora só preciso evoluir nas artes da lente
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O nome é Diego e tem 22 anos. Nascido e criado no Rio de Janeiro, mas atualmente divide um apartamento em Niterói. Não tem feito nada além de cursar o sexto período de Arquitetura & Urbanismo na 

