episódio # 70 – ocidente, oriente
9ZBUKNWE44SR Eu estava formulando a idéia de um post meio que sobre arte, mas vou deixar pro próximo. Estava querendo dar opinião sobre algumas coisas que eu andei baixando já faz tempo agora (como o último cd do Bloc Party, que já aranhou no meu tocador). Msm assim o momento é propÃcio. Vou falar sobre dois lançamentos de peso, um para cada canto do planeta.
Quando fiquei sabendo que No Line On The Horizon ia sair eu gelei. Cresci ouvindo o som do U2, e depois da tragédia de How to blablabla estava ansioso pra saber qual seria a nova sonoridade dos caras. Na verdade eu nunca cheguei a comparar opiniões sobre o ultimo álbum a não ser com um amigo que também não gostou. Mas pra mim aquele não era mais o U2 que eu conhecia. Estava travestido de algo estremamente comercial, provavelmente um efeito colateral do explosivo All That You Can’t Leave Behind, que marcou uma transformação tremenda de carreira e preparou terreno para a banda no novo milênio. Meus primeiros contatos foram com a fase europop de Zooropa (que hoje aliás eu mal escuto), e só depois fui entrar em contato com a fase anterior a minha existência, mas crua e marcante de War e Joshua Tree. Pois bem, NLOTH esta ai, quais são suas impressões?
A medida que eu fui ouvindo o cd fui ficando feliz. Definitivamente a banda não esta mais no rumo de antes, onde tudo pode soar potencialmente como um hit. Isso me incomoda profundamente. A sonoridade esta mais introspectiva, até menos vendável eu diria, oq vai com certeza desencadear uma série de criticas negativas dos especialistas. Não me importo. Eu gosto do U2 assim, experimentando idas e voltas, revisitando cantos remotos da sua carreira.
A parte instrumental é basicamente aquilo que você conhece. Os riffs caracterÃsticos da dupla Edge/Adam estão lá, inclusive visitando alguns instrumentos orientais (influência de sua parcial gravação no Marrocos). O álbum já começa bem com “Magnificent”, uma música que você até pode imaginar com Bono cantando novamente no telhado. Já pro meio “Unknow Caller” traz o tom balada sem rasgar e tornar a coisa tema de filme romantico. O refrão em coro deixa extasiado, mas da a leveza ao mesmo tempo.
“Get On Your Boots” é a música que saiu pros povo comprar. Comparem com a anterior, aquele rock histérico de “Vertigo”, para entender oq eu estou falando. Dessa vez o single esta ótimo, com uma pegada lembrando inclusive a onda technotrend 90’s da banda, muito bem revisitada. Até o clipe é legalsinho… (ta, nem tanto). “Cedars Of Lebanon” fecha redondo o álbum, abaixando um pouco o tom da faixa anterior numa voz sussurrada de despedida.
NLOTH quebra o jejum de 5 anos sem estúdio para o U2. Atualmente, num cenário onde milhões de bandas pop-rock tentam se auto-afirmar, isso é uma eternidade. Mas quem disse que isso importa para eles? Por favor né! Todo mundo sabe que a banda esta num patamar distante de demonstrações. E depois de tantos anos (note: COM A MESMA FORMAÇÃO) o que resta? Re-invenção. É isso que o U2 busca. Dentro do seu tempo eles percorrem as novas faces evolutivas do rock, sem abandonar seu passado.
Pulando para o outro lado do planeta, mais especificamente para o Japão, temos boas notÃcias. Ou melhor: uma boa e uma ruim. A boa? Utada acaba de lançar seu mais novo cd (ultimo dia 24). A má? É um disco para o mercado americano.
E por que isso necessariamente é algo ruim? Bem, simplesmente pq a Utada quer. Reparem bem no que eu disse: é um disco para o mercado americano. Nada contra o fato dela cantar em inglês, francês, português ou whatever. O problema é a insistência que Utada tem em tornar seus trabalhos made in USA em… só mais uma gota no mar pop bitch.
Se você achava que Exodus era ruim, re-invente seus conceitos. Perto de This Is The One o álbum americano anterior soa musicalmente rico e diversificado. E (pasmem) eu até senti falta de “Easy Breezy”
O fato é que TITO esta extremamente homogêneo, confuso e perdido em baladas pop que não animam. Quando você acha que ela vai ensaiar uma levantada em “Poppin’”, o álbum da seu fatality e enterra a cabeça com “Come Back To Me”, que só pelo tÃtulo já é sofrivel. Alguém ai consegue ouvir essa música sem um coro distante de Vanessa Hudgens?
Ok, vamos ser menos chatos. As duas primeiras musicas são boas. “Merry Christimas Mr. Lawrance” parece que é referência a trilha sonora de um filme dos anos 80 sobre a segunda guerra, de mesmo nome. Deve ter alguma coisa haver com a incursão japonesa na guerra, senão é doidera pura. Em seguida “Apple & Cinnamon” é uma baladinha que eu até gostei, mas depois disso o álbum não vinga. “This One” e “Come Back To Me” pra mim poderiam estar misturadas na mesma música por exemplo, que eu nem ia notar a diferença. Essa ultima é a escolhida pra vender, com um clipe que provavelmente é o menos inspirado da carreira de Utada.
Aliás eu gostaria muito de saber como é a vendagem da Utada americana. Tipo, ela tem sim uma boa base de fãs nos Estados Unidos, dentre otakus que nasceram no paÃs errado e pessoas que acompanham o crescimento da cantora ainda nos EUA. A pergunta que fica é pq ela faz isso conosco? Quem gosta de Utada gosta tomando como referência a carreira que a cantora construiu no mercado japonês, e não por uma outra feita pra tentar vender. Pq é assim que soa: um disco puramente na tentativa de vender.
Em entrevista recente ao site KiwiBox, Utada disse estar “um pouco cansada de ser experimental, e com vontade de fazer só um bom álbum pop”. Well… guess what Utada? You’re not even close. Como eu disse o álbum anterior traz uma diversidade pop muito maior, mesmo que montado quase extritamente na linha clubber. Sem falar que ele tem sim momentos marcantes da sua carreira, nós que gostamos se ser chatos. Momentos como “Devil Inside”, “Kremlin Dusk” e “You Make Me Want To Be a Man”. Será que TITO me tornou menos exigente com a cantora? To ficando com medo dos efeitos colaterais desse disco…
Enfim. Utada: desculpa se eu surrei você. A gente só pega no pé de quem a gente gosta. Mesmo depois de tantos contras é óbvio que eu vou continuar ouvindo, como um fã sedento por novidades. Vai que eu não aprimoro essa visão? Acho difÃcil mas pode acontecer. Só vou fechar com um fikdik: não tente se dividir Utada, seus fãs gostam de você pelo que você é. Pra você ver, até o site oficial americano da cantora ignora toda a sua discografia japonesa, como se a Utada que pisa na América tivesse acabado de nascer. É sim totalmente possÃvel puxar referências pop sem abandonar completamente seu lado oriental, então não tente ficar se vendendo como a nova Britney Spears que não vai dar certo.
January 12th, 2010 | [ Quote ]
Mozilla Firefox 3.5.7 - Windows XP
Nossa, que coisa…. você citou dois estilos de música que eu realmente não sou de ouvir.
Ah, mentira, exagerei um pouco. U2 eu escuto mas nada muito fanático. É uma ou outra….
No CD novo até que passei bastante músicas pro meu celular mas não me lembro quais são… hauhauahuhauah
Agora de música japa eu tô fora. Não gosto …. não entendo nada, uns nomes muito estranhos e cá entre nós, pra mim são todos e tudo iguais!!
oO
Huahauhauhauhauhauah
=*
March 29th, 2009 | [ Quote ]
Mozilla Firefox 3.0.8 - Windows Vista
Ah, não sabia que o novo álbum da Utada era voltado para o ocidente
Entrei lá no site oficial e ouvi os trechos das músicas. Até que eu gostei *foge* (isso vem de uma pessoa que gosta de umas baladinhas pop XD)
Realmente nenhuma me chamou muita atenção, mas não achei de todo ruim (talvez pq eu goste tanto de ouvir a voz da Hikki).
Ainda vc diz que o álbum é pior que Exodus x_X aquele era ruinzinho, mas tinha Kremlim Dusk *-*
Espero que lancem aqui (pq mesmo não sendo bom eu quero ter um álbum da Utada
)
(Não vou nem comentar sobre o U2 pq só devo conhecer meia dúzia de músicas
)