episódio # 65 – Safe Trip Home
Desde que a Tia Bru criou um post só sobre sites de brindes, meus feeds ganharam um tom muito grande de pessoa triste. E isso já faz um tempo hein, mas eu continuo achando que no dia seguinte vai pular aquela promoção luxurious que vai mudar minha vida. Enquanto isso sou presenteado com amostras de condicionador Pantene, batom de manteiga, bonecas da MaÃsa e poster do papa (sério isso gente? Nem minha tia avó ta pregando mais poster do papa na parede). Eu chego a ficar deprimido. Não pelo fato de nunca receber uma promoção descente, mas pelo fato de saber que existem pessoas que participam de tudo isso pra ter a sorte grande de ganhar um… porta retrato. E pior: de saber que eu sou uma dessas pessoas. Nojinho.
pronto, cancelei. Até já sinto minha auto-estima mais elevada! Ou não. Mas enfim, eu não vim aqui pra isso. Dia desses eu percebi que não ouço mais músicas. Ou melhor: eu ando ouvindo sempre as mesmas músicas repetidas que são uns j-pops que já estão martelando na minha cabeça. Percebi que abandonei completamente minha paixão pela busca de novos sons considerados meio alternativos (hoje nem tanto). A uns dois anos atrás eu baixava 2 cds por dia do gênero. Tudo bem que ouvia e deixava de lado quase tudo, mas pode-se dizer que eu estava mais conectado ao mundo da música.
Pois bem, vou fazer um esforço de corrigir isso. Nem que seja nas férias, já que vou ter mais tempo livre (será?). Pra dar o ponto de partida, eu queria analizar com vocês o último album que eu baixei, que não tem haver com indie rock mas tudo bem. É que ante-ontem deu uma vontade louca de digitar o trabalho de Conforto Ambiental ouvindo Dido. E eu sabia que ela tinha lançado um CD novo recentemente. Fui buscar o dito cujo. Além do mais, eu adoro quando os blogueiros postam resenhas de livros – filmes – músicas, ajuda pra caramba!
Mais exatamente, o cd é de final de Agosto. Nem é tão velho assim viu, mostra que pelo menos eu ouço falar das coisas. “Safe Trip Home” é o terceiro disco de carreira da cantora inglesa. Ela ficou famosa no finalsinho dos anos 90 com “No Angel”, o album que a revelou do topo das paradas do Reino Unido para o mundo. Não é pra menos. No Angel é um cd que eu adoro, e literalmente conheci no lançamento. Eu ainda era pivetinho naquela época; uma amiga me emprestou e eu fiquei com ele um tempão ouvindo.
A primeira impressão que eu tenho de STH é um flerte com o folk. Isso não fica claro no inÃcio, mas o instrumental leva para umas referências subentendidas do imaginário americano, como a ilauta inca e a gaita presentes ao longo. Outra coisa, agora sim clara, é o destaque muito mais evidente a voz da cantora doque em seus trabalhos anteriores. Esqueça um pouco as mixagens de “Life For Rent”, o album transcorre todo com a voz da Dido forte em primeiro plano, o que revelou ainda mais seu poder.
O estilo musical permanece fiel ao que você conhece, portando nenhuma reciclagem surpresa de material. As letras continuam falando de amores perdidos, saudade, famÃlia e amizade mimimi.
“Never Want To Say It’s Love” foi a primeira música que me chamou atenção. Ela não levanta a voz em nenhum momento, mas mesmo assim a música tem momentos marcados. Uma bateria acústica acompanhada de baixo fazem o clima. Já “Grafton Street” é acompanhada pelo fole e instrumentos de sopro. Tem um tom mais sombrio, mas o resultado é algo bem diferente da produção anterior de Dido, mais uma grata surpresa.
Curiosamente, uma da minhas músicas preferidas é justamente a bonus track “Northern Skies”. Isso é engraçado visto que “Take My Hand”, o mix bônus do seu primeiro cd também o é.
Alguns podem achar que o album se desenvolve num tom um tanto quanto melancólico. Alguns como eu, que andam muito sem paciência para músicas calmas ultimamente. Mas é preciso estar num estado de espÃrito parecido para se ouvir STH. De fato não há nenhum momento no disco que vá te levantar, todas seguem num ritmo muito parecido.
O resultado para mim é um disco interessante. Eu gostei de ver ela procurando novos campos. Mas temo com um frio na barriga que isso desenvolva para algo mais experimental ainda e por lá fique, perdido em algum canto do pop melancólico. Não supera seu album inaugural que ainda mantém uma aura forte de impacto, nem mesmo “Life For Rent” que também é muito bom. Acho que não supera pq é uma face bem diferente da Dido na verdade, sem tirar o mérito claro. Esse album também tem ótimos momentos. Mas vale principalmente pelo registro vocal evidentemente mais poderoso da Dido.
December 11th, 2008 | [ Quote ]
Mozilla Firefox 3.0.4 - Windows Vista
diego, me poupe, que o Safe Trip Home é de Novembro… corrége ai hahaha
December 10th, 2008 | [ Quote ]
Opera 9.62 - Windows XP
http://niji-neko.net/interludio/viewthread.php?tid=1289
December 7th, 2008 | [ Quote ]
Internet Explorer 6.0 - Windows XP
Vim te convidar pra participar do meu award =D http://www.neko-baka.com/award Kissus. x***
Ki ^.~
December 7th, 2008 | [ Quote ]
Mozilla Firefox 3.0.4 - Windows Vista
Post novo! hahaha
Ok Dig, bonecas da MaÃsa? Não sei que caminho você fez a partir do meu post hahaha Mas deixa eu te contar que tenho participado de promoções tipo o super amigo secreto da Olympus (http://www.amigosecretoolympus.com.br) que ganha uma câmera digital Olympus – duh! – ou 50 reais em compras no Submarino e de todas as promoções que envolvem bolsas ou sapatos. Desisti de ganhar ingressos de cinema, amostras (nessa época de Natal é só ir no shopping pra ganhar brinde) e DVD’s. Agora só respondo à alguma pergunta prêmio se eu tiver uma idéia muito boa.
Sobre a Dido, eu só conheço o 1º CD dela mesmo, e eu adoro! ^___^ Acho linda a voz dela. Do 2º só tenho aqui a White Flag mesmo… Sabe, eu também ando numa fase meio silenciosa. E isso fica claro quando vejo que no meu Last.fm eu só tenho 1.641 execuções de música num perÃodo de meio ano. Parece que as músicas me irritam, ultimamente. Enfim, voltando pra Dido.. o folk americano virou modinha né, ela tinha que dar uma aproveitada. De qualquer forma, eu gosto, acho muito agradável de ouvir. Vou tentar baixar as músicas que tu comentou! Beijos!