episódio # 49 – xanaday (em: dia-a-dia, fatos & fotos)

isso foi em 02.May.08 e 1 comentou

Há três anos para mim, dia do trabalhador significa algo a mais. Xanaday!

Isso mesmo. Ontem e meus amigos comemoramos o III Xanaday, um evento de filmes trash de todos os tempos. Tudo em homenagem aquelas mulheres que viraram churrasco na época da revolução industrial, claro *cof cof*
Pra quem não associou, “Xanaday” vem da palavra Xanadu, o musical mais trash-gay dos anos 80, estrelando (óbóvio) Olivia Newton-John. Este foi o prepulsor do evento, assistido a quase exatos 2 anos atrás
Esse ano nossa especial sala de cinema Felipe Rangel conseguiu nomes de peso, todos exclusividade dele baixados (sabe-se lá como!) do e-mule. Vamos a lista comentada?

  • The Rocky Horror Picture Show

Este filme resume bem o que é a atmosfera de um Xanaday, escolha mais do que acertada de nosso anfitrião. Trata-se de um musical de horror/ficção científica. Pois é, imagine “Alien, o 8º passageiro” misturado com “Chicago” e clipes do Kiss. Mas acrescente a série clássica da “Família Adans” e um doce travesti no meio de tudo isso. Vai sair algo parecido…
Bem, o filme começa com o casal recém casado, Brad e Janet (quase nomes clichê de um feliz casal americano). E o melhor de tudo: Janet é, nada mais nada menos que Susan Sarandon!
Ok, até este ponto da descrição, nada para a querida Susan ficar envergonhada. Mas calma. O casal esta andando de carro quando uma tempestade invade o tempo e eles são obrigados a procurar abrigo numa estranha mansão isolada. Ao entrar descobrem estar no meio da “Annual Transylvanian Convention”, e já são recepcionados com a primeira dancinha tosca onde os convidados tiram as roupas do casal (?!?), algo que eles acham bem normal.
Em seguida, quase como a Xuxa descendo de sua nave, chega Dr. Frank-N-Furter, o anfitrião da festa. Ele se auto-proclama um “sweet transvestite from Transsexual, Transylvania”. Quando ele tira o manto e vemos aquela indumentária de espartilho, meia calça arrastão e bota cano longo, você entende na merda que se meteu. Só vendo mesmo
A partir daí uma série de eventos desconexos acontecem, que eu nem sei se consigo descrever. No final das contas o casal só queria acesso a um telefone para fazer ligação, mas são convencidos pelo doce travesti a passar a noite e são sugados pelo frenesi festivo de Transsexual, Transylvania. Outros personagens de destaque são os serventes Riff Raff e Magenta, assim como a grupie de voz esganiçada Columbia.
Há também aquele que, eu acredito, deveria ser o personagem principal. Rocky Horror, um tipo de Frankenstein musculoso criado por Furter para ser seu animal de estimação.
Furter indica quartos separados para o casal e fica vigiando tudo através de seus monitores. Ele resolve brincar com os dois (no mal sentido) até que Janet cruza com Rocky e canta “I wanna be dirty” (?!?). Um final apoteótico armado por Furter envolve uma apresentação de cabaret onde todos os personagens do filme estão usando sua indumentária estilo dominatrix. As autoridades de Transsexual, da galáxia Transylvania começam a observar as “estranhas” movimentações na terra e resolvem eliminar Dr. Frank-N-Furter, numa drmática cena de música solo no foco de luz e esguichos de água.
Não entendeu porra nenhuma né? E quem disse que filme cult dos anos 70 foi feito pra se entender?

  • Emmanuelle: A Time To Dream

Ah Emmanuelle… quantas noites você me embalou no Cine Band Privé. Todos os garotos da minha idade provavelmente conhecem Emmanuelle, a versão televisiva de livros como Bianca e Sabrina, que a sua avósinha lê a noite sem que ninguém saiba.
Na verdade a série Emmanuelle também tem origem lá nos anos 70, mas os filmes que muito assistimos aqui na rede Bandeirantes a noite são os mais recentes, de meados dos anos 90.
“A Time To Dream” faz parte da série “Emmanuelle in Space”. Pois é, não tinham mais destino diferente pra Emmanuelle ir no planeta terra depois de 30 anos, então mandaram ela pro espaço.
Em a “Time To Dream”, Emmanuelle é abduzida por um grupo de alienígenas que estão estudando o amor entre os seres humanos. Ninguém melhor pra mostrar o que é amor do que ela não acha? Emmanuelle é induzida a dormir, e começa a ter sonhos eróticos (que conveniente ). Mas como tudo em Emmanuelle, trata-se de um romance erótico. Isso mesmo, por que Emmanuelle não é filme pornô! Vamos parar com isso de taxar a coitada de vagabunda hein! Só rola uma roça-roça, uns peitinhos e nada mais po. Enfim, no sonho Emmanuelle encontra um gênio que a ajuda a encontrar o amor perfeito. Enquanto isso os alienígenas se deliciam com os sonhos de Emmanuelle, aproveitando cada safadeza sua (para fins de pesquisa, lógico). Ao acordar ela descobre que seu verdadeiro amor na verdade pode ser um dos et’s (?!? OK then…)
E eu lembro que nos filmes seguintes dessa série ela tenta ensinar aos alienígenas o que é o amor de maneiras digamos… menos virtuais.

  • Macumba Sexual

É preciso saber o limite entre um romance erótico e um filme de sexo explícito. Entre uma Emmanuelle e uma Macumba Sexual. Aqui admito, erramos na dose.
O filme é tão engraçado quanto foi narrado para mim, porém esse Terror Erótico acabou se revalando… revelador demais até mesmo para um Xanaday.
Candy Coster é uma jovem esposa assombrada por alucinações eróticas com uma misteriosa figura apenas conhecida como Tara. No pesadelo, Candy vê uma traveca negra carregando dois escravos sexuais na coleira pelo deserto (isso mesmo). Candy também fica vendo acordada uma estranha galinha destroçada de papel machê (ok, não era pra ser assim, mas a galinha é visivelmente tosca) em todos os lugares, principalmente na sua púbis durante as alucinações. É a tal da macumba sexual.
Candy recebe a ligação de que precisa viajar para uma ilha isolada para negociar a venda do “palácio da Princesa Obongo” (que se revela uma cabana muito da vagabunda). Chegando lá ela descobre que a Princesa Obongo morreu a vários anos (uhh! ), mas qdo vai visitar sua casa ela a encontra. Na verdade a Princesa Obongo é Tara, a mulher mítica e lasciva de seus sonhos! Tara até onde eu entendi (pelos excessivos cortes para não pegar as partes de sexo nojento) é uma deusa da Lúxúria, que esta atormentando Candy pq alguém provavelmente fez uma macumba sexual com ela. O filme acaba do mesmo jeito que começa. Candy continua tendo suas alucinações com a galinha voadora de papel machê. Enfim, só pra quem curte euro-sex hardcore de quinta!

Ah, uma coisa antes de ir: com a minha “deletagem” voluntário de posts antigos eu esqueci de re-upar os fatos e fotos anteriores. Ainda bem que eles estavam perdidos em algum lugar obscuro do meu HD (mentira, meu HD é milimétricamente organizado, eu só tinha esquecido mesmo):

Também atualizei o Flickr com fotos do teatro popular de Niterói, daquele chatinho lá que não quer morrer, um tal de Niemeyer…

tags relacionadas: -

autor & obra

O nome é Diego e tem 22 anos. Nascido e criado no Rio de Janeiro, mas atualmente divide um apartamento em Niterói. Não tem feito nada além de cursar o sexto período de Arquitetura & Urbanismo na UFF. Estuda japonês e pratica natação quando pode. Fotografia e partidas de Poker nos tempos vagos. Indeciso, preguiçoso e de opiniões volúveis.

Pão de Açucar Rink Mariana