episódio # 54 – radial (em: fatos & fotos)
isso foi em 22.Jun.08 e ninguém comentou
Daà que eu ouço radio. Tipo, você ouve rádio? Eu não sei por que, mas não conheço pessoas que tenham suas vidas tão guiadas por essa mÃdia quanto eu. Eu acordo, tomo banho, tomo café (lembrar que café da manhã não existe mais na vida de arquiteto) e saio de casa já sintonizado na Band News FM. Cara, a Band News virou me padrão referencial de informações do Brasil e do mundo. Se eu não passo o dia ouvindo eles eu simplesmente desconheço as coisas que estão acontecendo. Sim, por que jornal… pff, jornal só da as caras aqui em casa nos domingos e sinceramente, eu só tenho tido tempo de folhear o cadernão de promoções da Casa & VÃdeo
Telejornal… ta, eu raramente consigo ligar a televisão também, até por que agora que não tem mais canal pago por que eu vou ligar aquilo?
No final das contas sobra pra mim ouvir notÃcias enquanto faço o mundo de coisas e não virar um completo alienado. A parte ruim de estar tão focado numa rádio de notÃcias é que eu perdi um pouquinho do gosto de ouvir a Voz do Brasil. Depois de ficar horas ouvindo vozes de pessoas, eu tomo aquela horinha como a possibilidade de ouvir alguma musiquinha guardada no mp4. Só lamento Luciano Seixas e Kátia Sartório.
E sim, eu ouço Voz do Brasil. Não é pra fazer pose de intelectualóiode, eu realmente gosto. Bem, pelo menos gosto da primeira metade, depois que chega o jornal do senado ficam aqueles depoimentos chatos de cada senador que matam. Mas o inÃcio até que é interessante… pelo menos era mais quando eu não estava saturado de informação.
Agora radio normal, de música mesmo, eu já ouço bem menos. Só quando eu já to quase vomitando se ouvir Utada Hikaru denovo, ou coisa do gênero. Não consigo achar coisa boa pra ouvir nas rádios, é incrÃvel. O lado bom é que elas ajudam você a ficar up-to-date com as novas bandas da moda, tipo Paramore que eu descobri o que é dia desses na Mix.
Mix aliás que era Jovem Pam até pouco tempo. É engraçado acompanhar essas mudanças de nome. Na Jovem Pan tinha um programa que eu acompanhava quase que fielmente (quase por conta do horário), o De Papo no Ar. Putz como era engraçado, Victor Junior e Vivy Tenório conversando com aquelas empregadas e travecas no chat por telefone. Conversas que renderam clássicos como o Audi TT da Amanda entre outros 
Outro que eu curtia também era A Hora dos Perdidos, na Radio Cidade. A Cidade, radio rock, acabou sendo comprada pela Oi e considero a rádio com programação mais legalsinha dentre as que estão ai atualmente. Outro dia eu levei um susto quando reconheci a voz do locutor da Hora dos Perdidos na Beat 98. A radio que até pouco tempo se chamava apenas 98 (foi comparada pela Globo), tradicionalmente conhecida por tocar axé e pagode (precursora da Nativa, pode-se dizer), virou casa dele! Traidor do rock 
Radio rock mesmo, super antiga e tradicional era a Maldita. Ensaiou uma volta meio ilegal durante um tempo e eu nunca mais ouvi falar dela. Acabou virando Fluminense FM, que ta ai com um som totalmente nada haver com o metal pesado da sua origem.
Deu pra perceber que nesse mundo do radio tudo muda rápido, e todo mundo vira a casaca pra ganhar mais audiência. De fato, rádios que tocavam só rock tinham tudo pra dar errado, as rádios, pelo que parece, tem que tocar de tudo um pouco. Como meu gosto é fresco e eu raramente gosto de ficar ouvindo essas musiquinhas hit-pop várias vezes seguidas, acabo passando por todas e não parando em nada. Com exceção claro do meu querido BIG MIX Ô MANÉ!
Como diria o amiguinho de infância de Marcelo Adnet, gente que não gosta de funk não é feliz. Nem que seja pra rir e descontrair a cabeça daqueles projetos filhos-da-puta. Além do que, Big Mix é a forma que eu tenho de acompanhar a evolução dos funks da noite né! Básico. E agora ainda tem o rival tão bom quanto mais a noite, o Via Show Digital com mãe loira Verônica Costa! Tudo de bom, fala ai…
Se com Big Mix eu fico por dentro dos funks cariocas, com o Rock Bola eu fico por dentro do futebol. O elenco mais cretino do radio esportivo é a minha salvação de fim de noite, só pra fingir que eu sei algo de futebol. Não consigo mais viver sem há muito tempo. Quase surtei quando o horário mudou pra 12:00pm e eu não conseguia mais ouvir, mas felizmente eles devolveram uma reprise no antigo horário.
É… realmente eu ando ouvindo muito radio. A maioria deve ler isso e não entender porra nenhuma, principalmente se você não é daqui lógico
Mas tudo bem, eu só queria explanar aqui esse amor pelas ondas sonoras. Dê uma chance ao vovô das mÃdias de massa. Ele pode ser velho, mas não esta datado.
O nome é Diego e tem 22 anos. Nascido e criado no Rio de Janeiro, mas atualmente divide um apartamento em Niterói. Não tem feito nada além de cursar o sexto período de Arquitetura & Urbanismo na 

